Sylvio Menon

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Ao contrário de muitos descendentes de imigrantes italianos que aqui chegaram para fazerem nossa história, Sylvio Menon fez o inverso. Saiu daqui para fazer história na Itália, terra de sua mãe e de seus avós paternos e maternos.
Sylvio Menon nasceu na Fazenda São José, no dia 08 de junho de 1920, filho do casal Luiz Menon e Tereza Garcia Menon (meus avós adotivos), onde estudou na escola primária desta fazenda. Sua mãe, italiana, vinda para o Brasil com dois anos de idade. O casal teve nove filhos: Francisco, Maria, Rosária, Sylvio, João, Antonio, José, Silvano e Arlindo.
Sylvio Menon é viúvo da senhora Aparecida Marchi Menon, com quem teve oito filhos.
A história de Sylvio começou com um acontecimento internacional, A Segunda Guerra Mundial. No dia 03 de setembro de 1939 o exército alemão invade a Polônia. Dando origem ao conflito que ceifou a vida de 40 milhões de pessoas de várias nacionalidades. Neste ano Sylvio Menon contava com 19 anos de idade. Em 22 de agosto de 1942 o Brasil declara guerra às potências do Eixo (Alemanha e Itália).
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) lutou sete meses e meio nos campos de batalha na Itália, onde lá desembarcaram 25.445 soldados brasileiros. A tomada de Monte Castelo foi um dos grandes feitos de nossos pracinhas. Nessa campanha teve cerca de 300 feridos e 443 mortos, que ficaram sepultados no cemitério de Pistóia até 1960, quando seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.
Mais oito pracinhas santa-ritenses estiveram com Sylvio Menon nesta campanha: Major Julio Silva, José Marino, José Zancheta, Alberto Teixeira de Andrade, José Padovani, José Marchi, Ernesto Martinelli e o General Marco Antonio da Rocha Corrêa.
Quando foi convocado, ainda com 23 anos de idade incompletos, passou por treinamentos militares nos Quartéis de Caçapava e Taubaté, seguindo para o Rio de Janeiro de onde embarcou para a Itália. Desembarcou em Nápoles, de onde seguiu para Montese e de lá para a frente de batalha, onde foi incorporado ao V Exército norte-americano, comandado pelo famosos General Mark Wayne Clark, do qual Sylvio recebeu de suas mãos uma medalha condecorativa por ter participado das batalhas pela posse de Camaiore, Zolfo e Abetaia. Participou também a tomada de Monte Castelo, Montese e finalmente Vercelli, sob uma temperatura de mais de doze graus negativos.
Recebeu também: Certificado de participação no Teatro de Operações da Itália; Cruz de Ferro – Medalha de campanha; Diploma concedido pelo Presidente da reública referendando a Medalha de Campanha, e mais algumas medalhas e diplomas.
No encerramento deste trabalho, publico mais uma vez, o grande poema do poeta Armando Pigatto, escrito em setembro de 2009, o qual se tornou prefácio no meu terceiro livro “EREDITÀ – A imigração italiana como parte da história de Santa Rita do Passa Quatro – que também prestou homenagem aos nossos Praçinhas.

 

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