Trabalhadores de obra reclamam de atraso de salário em Santa Rita

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Matéria G1

Funcionários da obra de um conjunto habitacional do Jardim São Luiz, em Santa Rita do Passa Quatro (SP), denunciam que estão sem pagamento há dois meses e que não receberam o 13º salário.
O Conjunto Habitacional Santa Rita do Passa Quatro “D” é uma parceria entre a prefeitura e o CDHU. Em janeiro, ao menos 15 funcionários foram dispensados. A obra, que era para ser entregue em março, está parada desde o dia 11.
Em nota, a CDHU informou que só faz os repasses à administração municipal e que notificou a prefeitura sobre a paralisação e a responsabilidade de fiscalização da obra. A Krycitan, empreiteira responsável pela construção, é de Guaxupé (MG) e venceu a licitação em 2014. O G1 tentou contato com a empresa, mas até a publicação desta reportagem não teve retorno.
A prefeitura afirmou que os repasses estão em dia e que a empreiteira apresentou os requisitos técnicos e legais para sua aprovação no processo licitatório. A administração municipal aguarda o pronunciamento oficial da empreiteira, que já foi notificada e tem até dia 15 de fevereiro para retomar às obras.

Irregularidades
e atrasos
Rafael Valério Lourenço, de 24 anos, era guarda no local. Ele vigiava a obra há sete meses e disse que desde o início a empresa atrasava o salário dos funcionários. “Quando entrei, estranhei porque me pagaram adiantado. Mas um mês depois não me pagaram, somente no seguinte. Sempre houve atraso salarial”, afirmou.
Ele também denunciou o abandono da obra que seria entregue em março. “Agora está sem guardas, falta pintar, fazer calçada, o mato estava tomando conta da casa, não havia esgoto ou fiação, algumas casas não tinham porta”, ressaltou. Além disso, o local tem sido alvo de vandalismo.
O marido da dona de casa Bruna Souza também trabalhou na obra. “A gente precisa receber, nós temos família, contas da prefeitura que vão vir com juros. Eles estão desempregados sem serviço, dinheiro, sem nada”, disse.
“Meu marido estava trabalhando há 8 meses na obra e sempre teve problemas com atraso de salário. O pagamento tinha que ser dia 5 e eles recebiam todo dia 20 do mês seguinte. Tinha dias que eles não recebiam, daí paravam a obra”, completou a dona de casa.

Insegurança
Uma moradora que preferiu não se identificar disse se sentir prejudicada. A mãe dela ganhou a casa no sorteio de outubro realizado pela prefeitura.
“Moramos de aluguel, a casa é particular e o dono ficou sabendo, já estava esperando a gente sair pra colocar para alugar. Sem a previsão de entrega do condomínio, não sei o que vai acontecer. Se ele alugar a casa, vamos para onde?”, questionou a mulher.

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