PASTOR JOSIAS – SARGENTO CARLOS: Dois grandes personagens que por aqui passaram.
por Argemiro Octaviano
Nossa cidade, apesar da evolução social dos últimos tempos, continua provinciana, bucólica e agradável de viver. Aqui a amizade é o principal produto de enriquecimento pessoal. Muitos fatos históricos, muitos personagens que por aqui viveram por curto espaço de tempo deixaram doces recordações. Foram pessoas agradáveis, cultas, com um grau de sociabilidade incomparável.
Um desses personagens era o SARGENTO CARLOS (Hans Otto Carlos Augsburger), aqui chegou em março de 1964 afim de substituir o Sub-Tenente Casagrande, no nosso Tiro de Guerra 295. Vindo da bela e Santa Catarina tão logo aqui chegou com sua família integrou-se de imediato na vida sócio cultural, esportiva, estudantil e religiosa da nossa cidade. Descendente de alemães colocou em prática toda educação recebida de seus antepassados, fazendo assim parte da vida da nossa cidade em todos os setores a que o nosso TG e pessoalmente fosse útil. Sua esposa dona Teresa Amélia foi professora de piano, inaugurando assim a cultura musical no seio da nossa juventude feminina.
Participava e organizava gincanas, eventos esportivos e cívicos, sendo uma pessoa de grande respeito por seu trabalho na nossa sociedade.
Por volta de 1970, depois de merecidamente ser promovido, deixou nosso Tiro de Guerra e voltou para Santa Catarina numa unidade do exército. Fizeram parte da minha e de muitas e muitas outras pessoas aqui da nossa cidade.
PASTOR JOSIAS. Outra pessoa de um invejável espírito social foi o Pastor Josias. Por aqui chegou lá pelo final de 1970 e início dos anos 80 para desenvolver seu ministério na centenária Igreja Metodista. Tão logo aqui chegou com seu carisma jovial, apesar da sua idade, contagiava a todos aos que a si se aproximava. Possuidor de um jeitinho, não desse “jeitinho de brasileiro”, mas um jeito especial de uma pessoa iluminada que chamava a atenção a quem com ele se dirigia, e de imediato já como velhos conhecidos.
Uma grande curiosidade a seu respeito era o fato de ser ele amante da flauta, possuindo uma pequena plantação de bambu no fundo do seu quintal para confecção própria desse instrumento musical.
Uma noite, lá daqueles idos de 1980, em companhia do senhor Décio Batista (já falecido), de surpresa, foi até minha residência, fazendo-nos uma visita musical. Coisas memoráveis de pessoas de alto grau de sociabilidade. Foi inesquecível!
Outro dom desse senhor era o de declamar poemas, especialmente sertanejos, populares, o que fazia com muita desenvoltura e capacidade contagiante.
Contando com um espírito ecumênico, em companhia de outro pastor da cidade, passou parte de uma tarde na casa paroquial, em oração, juntamente com o Padre João Drago, sendo que naquele momento, lá na distante Itália estavam velando a mãe do padre João.
São fatos que somente poderiam ocorrer com essas pessoas de origem humilde para a construção de um mundo melhor.
Oxalá nossa cultura pudesse um dia, ter um arquivo registrando os fatos dessas e de muitas outras pessoas que aqui viveram, preenchendo uma página da nossa história social.
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FESTA ITALIANA 1
Faltam 30 dias para a nossa FESTA ITALIANA. Aos poucos vamos homenagear nossas famílias italianas tradicionais de Santa Rita.
Ainda em mil e oitocentos, aqui chegaram,
Depois de trinta dias no balanço do mar aberto.
Muitos sonhos na bagagem trouxeram.
Viveram esperanças e fracasso, por certo!
Tinha os Bianchini, Mion, Terassi e Biazoli,
Também os Carmelindos, Rigo e Tuon,
Giovanini, Garla, Roviero, Cirulli e os Massoli.
Ainda os Ferracini, Barbatana e Peron.
Foto abaixo> Caetano e Erminia Cassara. Aqui foram comerciantes no início de 1900. Retornaram à Itália.
(continua)

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FESTA ITALIANA 2
Faltam poucos dias para a nossa FESTA ITALIANA
(A imigração para a Itália era uma necessidade, sendo necessário que anualmente partissem entre 200 a 300 pessoas para que os que lá ficavam encontrassem trabalho),
Vieram os:
Viotto, Rani, Barban e Fardim.
Lorencetti, Menegassi e Carnielli.
Pramparo, Pazini, Borgo, Cavasin.
Barioni, Conti, Zorzi e Fiorelli.
Dalbelo, Canalli, Maganin,
Filiputti, Torezan, Toseti, Zordan,
Reato, Puppo, Arioli, Palmarin
Lott, Zani, Bordin, Cocco e Caliman.
(Foto abaixo: Santo Fiorelli e família)
CONTINUA.

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FESTA ITALIANA 3
Faltam 29 dias para a nossa FESTA ITALIANA.
(Na década de 1890 o porto de Santos recebeu 750 mil imigrantes italianos)
Lembrando que, essas famílias italianas abaixo relacionadas, AINDA ESTÃO ENTRE NÓS, em maior ou pequena proporção.
Chegaram os Pigatto, Dalcin e Zago, Pellin,
Moda, Gracioso, Catai, Belazzi e Pavani.
Girotto, De Rossi, Mussolino e Manarin.
Zanardo, Erbetta, Pizeta, Vitta e Suriani.
Bergamasco, Marchi, Casagrande e Caltran.
Storti, Gonela, Bonetti e Chiazutto, Scarabel,
Zamprogno, Cominciolli, Nacca, Mardegan.
Barbuio, Mossânega, De Franceschi e Del Bel.
(Foto abaixo: João Pigatto e esposa Joana Salesi Pigatto)
CONTINUA.

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ESCOLA ITALIANA
Em julho teremos mais uma FESTA ITALIANA!
No dia 28 de julho de 1895, às cinco horas da tarde, no salão da Sociedade Beneficente Italiana, realizou a inauguração de uma nova escola, instituída e sustentada pelos italianos aqui domiciliados, a fim de facultar a infância italiana a luz da instrução.
Mais algumas famílias:
Marconi, Bevilacqua, Roterotti,
Rizzo, Gasparotto, Fioroni, Tofanin,
Modolo, Giaretta, Sivestrini, Perotti,
Andreotti, Maranezzi, Zooti, Baldin,
Batissaldo, Bertagnon, Marcuzzo,
Capuzz, Delsin, Spinetti, Mantello,
Begnami, Beltrami, Finochio,
Sanfelice, Camarotti, Mazini, Sartori,
Moreschi, Micelan, Tamizari, Moreto,
Ortolani, Fadeli, Borrin, Nori,
Santoro, Zuanetti, Goradello,
Vizioli, Olivato, Baptistella, Pavani,
Barbarelli, Paschoalin, Bariotti, Bassi,
Belcorso, Belini, Beraldo, Maganin,
Bianchi, Tacon, Borean, Borrin,
Brezolin, Turato, Bucalon, Broglio,
Campanha, Cardin, Centenário,
Carminati, Perilli, Cassoli, Castaldi,
Cavalhani, Bariotto, Cestenário,
Clarindo, Chiapetta, Paiz, Clati,
Dalbello, Danielato, Del Bel,
Dentelo, Fardin, Fantinato,
Favarão, Ferracini, Fadel,
Fioravante, Pacagnan, Fazio.
CONTINUA.
(Foto abaixo Virgílio Rossi e família).

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FESTA ITALIANA 4
Faltam poucos dias para nossa Festa Italiana!
Por volta de 1885 às viagens ocorriam em vapor misto, com duração, às vezes mais de 30 dias em mar, ora calmo, ora revolto.
Sempre lembrando que essas famílias abaixo relacionadas são as que ainda estão entre nós!
Gianinni, Viviani, Fázio, Fantinato,
Montagner, Zorzi, Fiocco, Rissato,
Paschoalinotto, Michelan, Benato,
Pappa, Valdi, Lodi, Peroti, Baiocco.
Salessi, Milhoci, Camilo, Zafalon,
Tomaiolo, Moreschi, Juliati, Comin,
Padovani, Sagiorato, Pozer, Possebon,
Scordamaglia (ou Scordamaia), Zaratin.
Marchi, Andriolli, Marsola, Marchesi,
De Lucca, Rosseto, Cadeu, Calovi,
Perussi, Serraglia, Marfissi, Maranezi,
Beltrame, Mininelli, Gatarossa, Roberti,
Muitos sobrenomes sofreram alterações quando aqui chegaram ainda em 1888. Por exemplo: Minha família chegou como OTTAVIAN, aqui os cartórios transformaram em Octaviano, ou Otaviano e ainda Ottaviano.
CONTINUA
(Foto: grupo de italianos e descendentes que ajudaram na construção da nossa Igreja Matriz – 1917-1922)

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FESTA ITALIANA 5
Faltam poucos dias para nossa Festa Italiana!
Apesar de alguma discordância e impaciências, vamos em frente que tem muita história ainda! Era só ler abaixo “Continua”!
Também vieram os:
Pelegrin, Zanotto, Macca, Onelli,
Colussi, Gracioso, Cominato,
Mossanega, Pizzo, Andriolli,
Bageto, Polizel, Zurlo, Culturato.
Rigoto, Thomazi, Benato, Menon,
Perussi, Rossin, Scomparin, Zaniratto,
Sereghetti, Margutti, Rossi, Spadon.
Andreghetto, Contin, Piovatto,
Foto abaixo: Antigo prédio da Escola Italiana. Nesse local funcionou por muito tempo o Foto Persin.
CONTINUA.

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FESTA ITALIANA 6
Faltam poucos dias para nossa Festa Italiana!
Gostaria de esclarecer que esse meu levantamento sobre as famílias italianas, pesquiso na lista telefônica, em firmas comerciais, sítios e fazendas, parentes e amigos, e ainda, trabalhei nos jornais Folha de Santa Rita, O Santarritense e também colaborador da Gazeta de Santa Rita, e ainda, nos meus 81 anos de idade convivi e ainda convivo com grande parte dessas famílias abaixo mencionadas. Todas respeitosas. Não é um Censo oficial!
Provavelmente vou esquecer alguns sobrenomes, não propositalmente e, com certeza vou repetir alguns, uma vez que é um trabalho bastante cansativo. Procurei até mesmo criar uma rima!
Peço também aos impacientes lerem no final do texto a palavra CONTINUA!!!! Ainda tem muita coisa pra frente!
Mais 31 famílias italianas:
Carniato, Rossi, Calori e Martinelli.
Pucci, Marchi, De Toni, Santin,
Bianchi, Clemente Antico, Spinelli,
Scorsolini, Scaglia, Rizzo, Perin.
Baiocco, Marize, Beraldo, Avenoso,
Nardezi, Marcuzzo, Bersanetti,
Tofanin, Carli, Foltran, Formoso,
Marchi, Marciura, Vassi, Matiussi.
Foto abaixo: Antônio Gianduzzo e Teresa Trevisan com seus filhos Valentim Janduzzo Vittorio Janduzzo e Antônio Gianduzzo filho e suas noras Ângela Marcuzzo e suas irmãs casadas com os três irmãos Janduzzo. (Foto a mim enviada por Michele Janduzzo).

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NOSSA FESTA ITALIANA
Esta é a última relação de sobrenomes que consegui encontrar. Na próxima postagem postarei todos os sobrenomes de uma só vez. Assim se faltar algum sobrenome, é se comentar que incluirei! Obrigado pela colaboração! NOSSA CULTURA E NOSSA HISTÓRIA AGRADECE!
Toso, Torniziello, Vanzella, Utinetti,
Gesualdo, Ventura, Viziolli,
Pozera, Serraglia, Antonioli.
Lázaro, Lencioni, Lochetti, Lioni,
Volpi, Zanin, Gianduzzo, Zordan,
Santoro, Cerutti, Gusson, Zufelato,
Perilli, Santin, Perelli, Piran,
Martarello, Lazari, Gaviolli,
Lorencetti, Dressano, Miotto, Marelli.
Conrado, Zaganin, Benassato,
Stattuti, Mininel, Filiputti,
Gagliardi, Modolo, Brollo, Missiato.
Crema, Moda, Borotto, Denardi,
Dainese, Reato, Zolio, Serpelloni,
Margutti, Bello, Ferrantin, Tribia,
Bolis, Lucca Batiferro, Zerbato.
Donato, Andriolli, Marfizzi, Ciciliato,
Montagnolli, Liberarlli, Messina.
THE END.
(Foto abaixo: Ricardo e Pietro Fioroni e filhos).

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NOSSA FESTA ITALIANA 2
Esta é a penúltima postagem sobre os sobrenomes dos descendentes italianos QUE AINDA ESTÃO MORANDO EM SANTA RITA!
Fioroni, Furlan, Scarabel, Ilaris,
Gallan, Gallano, Gallo, Gasparino,
Gasparotto, Gastaldi, Gatarossa,
Gavério, Giovanini, Giaretta,
Martarello, Gonela, Schiavoni,
Zancheta, Cremonezi, Detoni,
Ferronato, Masoneti, Vizzoto,
Montani, Gianini, Radaelli,
Malandrino, Nocenzo, Minato,
Marconi, Marcicano, Mariotti
Maestrello, Mambrini, Marcato,
Minato, Avenoso, Zanzarini, Minelli,
Perussi, Polizel, Pozer, Pucci,
Robinato, Rozante, Roviero,
Rossi, Rossin, Roma, Liberalli,
Prearo, Ricci, Boarato, Togneto,
Providello, Roberti, Puppo, Risso,
Pozera, Batista, Formigari, Vergna,
Valente, Segato, Cassago, Bageto.
Samogin, Saidel, Stecca, Sintoni,
CONTINUA
(Foto abaixo dos alunos da escola da antiga Fazenda Perseverança, na sua maioria descendentes de italianos).

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NOSSA HISTÓRIA
ÔNIBUS DO BARBAN
Em 1890 foi inaugurado o ramal férreo ligando Santa Rita do Passa Quatro a estação do local denominado Porto do João Ferreira, atualmente nossa vizinha Porto Ferreira, onde se localizava a estação ferroviária do ramal Cordeiro (atual Cordeirópolis) até a cidade de Descalvado. Esse era o único meio de transportes de passageiros e cargas chegando até aos grandes centros daquele tempo, como Limeira, Campinas, Jundiaí e São Paulo. Isso durou até o final da década 1930.
Com o aparecimento dos ônibus (Jardineiras), e caminhões, a ferrovia foi perdendo espaço até que em 1960 quando teve seu fim.
O ônibus era mais rápido e ainda tinha os pontos de parada como o Posto da Serra (velho), Biquinha, Michelan, Pereira (próximo ao Rio Claro), Ibó e São Vicente, já em Porto Ferreira.
Era famoso o Ônibus do Barban!
Na foto abaixo um dos ônibus (Jardineira do Nativeli Barban), em frente ao Posto Barban (provavelmente no final dos anos 30 e início dos anos 40).
NECROLOGIA
Nativeli Barban
Vitima de um derrame cerebral, faleceu no dia 09 de fevereiro de 1950, 04h50, o Sr. Nativeli Barban, co-proprietário da “Empresa de Ônibus Santa Rita – Porto Ferreira,”, de Achiles Barban & Irmãos, desta cidade.
Assim que foi conhecida a trágica notícia, a nossa população em peso começou a afluir à residência do extinto, visivelmente chocada com o inesperado da ocorrência. É que Nativeli Barban, que desaparece do nosso convívio aos 40 anos, conquistara, mercê do espírito todo especial que possuía, vastíssimo circulo de amizades, tanto no seio de nossa sociedade como nos das cidades circunvizinhas.
Coração boníssimo, modelado nos principio da religião cristã, ele deixou em cada santarritense um amigo sincero. Daí a consternação geral, a tristeza que se apoderaram de todos quantos lhe conheceram o gênio galhofeiro, a lhaneza do trato e a bondade da alma.
Trabalhador e honesto, ele foi um dos esteios em que hoje repousa a prosperidade da organização que honra o comércio de Santa Rita, que chora com seus entes queridos perda tão prematura. Prova-os o enorme número de visitas que teve durante a curta enfermidade, assim como também a verdadeira romaria que lhe prestou a última homenagem na câmara ardente.
Nasceu Nativeli Barban nesta cidade, no dia 25 de setembro de 1909, filho do Sr. Emílio Barban, já falecido e de d. Angelina Barban, aqui residente.
Deixa viúva d. Anita Erbetta Barban e os seguintes filhos, todos menores: José Gilberto, Gilson Alberto e Giselda.
Era irmão do Sr. Atílio Bonifácio, casado com d. Clara Bonifácio, residentes em Goiânia; Sr. Achiles Barban, casado com d. Áurea Scomparin Barban; Sr. Armando Barban, casado com d. Julia Costa Barban; d. Bela Barban Camargo, casada com o Sr. Leôncio Camargo, residentes em São Paulo; e senhorinha Yolanda Barban, educadora sanitária, residente em São Paulo. Era também genro do Sr. João Erbetta.
O sepultamento, a que compareceram enorme massa popular, todas as associações religiosas, autoridades, a Sociedade Beneficente de Santa Rita, diretoria da Sociedade Beneficente Internacional, Colégio São José, Ginásio e Escola Normal, realizou-se no mesmo dia, às cinco e meia da tarde.
Fizeram-se representar no funeral, pelos Sr. José Rodrigues Palhares Filho, os doutores Alcides de Souza Martins, José Pereira de Abreu e o sr. Manoel de Assis Cunha; pelo sr. Omar de Assis Cunha, o sr. Antônio Vieira de Andrade Palma.
Procedeu à encomendação do corpo, acompanhando-o até ao cemitério, o revmo. Padre Arnaldo Álvaro Padovani.
Falou, ao baixar o corpo ao túmulo, enaltecendo os predicados do estimado extinto, o Prof. Jayme Nori. (Texto extraído do meu livro – já esgotado: “EREDITÀ SECONDO”.)

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MISSA DAS DEZ
Aos domingos, igreja repleta,
Gente da roça e também da cidade,
Fé, devoção e esperança completa,
Encontro de estreita cordialidade.
Depois da benção, que momento santo!
Fim da Missa a praça fica repleta.
No largo da matriz, quanto encanto!
O esplendor dos jovens se completa.
O alto falante, por uma hora funcionava,
No som da praça, um canto inocente,
Com músicas de sucesso encantava.
Os olhares das moças e rapazes contentes.
Lá das roças, da banda de lá e de cá,
Moças e rapazes ali se encontravam
Nesses momentos trocavam olhares
No futuro ali voltam e se casavam.
Não demorou! Aparecer à modernidade,
Essa prática foi perdendo a afeição,
Ali se chegavam com tanta facilidade, Criaram novos meios de atração!

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DIA DA CIDADE NO PASSADO!
Dias desses fui provocado a falar sobre como era o Dia de Santa Rita lá pelos anos sessenta, ou ainda nos setenta! Nesse tempo a população rural com 65% e 35% na área urbana (não uma estimativa oficial), era notada pequenez da cidade em relação a área agrícola. Mas, isso é outro assunto.
O dia da cidade iniciava, no fim da madrugada, com o estouro de um morteiro, na sequência o repicar dos sinos da Matriz e nas ruas a Banda Zequinha de Abreu pelas ruas do centro, anunciando a alvorada! Como era emocionante! Não necessitávamos de muitas coisas para sermos felizes!
Ás oito horas o Tiro de Guerra fazia abertura do desfile, logo a seguir a Banda outra vez na avenida, seguida pelas escolas da cidade.
O que mais chamava a nossa atenção, especialmente do pessoal da zona rural era aquelas barraquinhas de vendedores ambulantes, chamados de “marreteiros”. Estes vendiam produtos diversos, dificilmente encontrados no comércio, especialmente ferramentas.
Num desses dias ali se estabeleceu, com uma mesinha e um banquinho, com voz eloquente atraiu muitas pessoas, oferecendo um produto que prometia acabar com os calos. “Venham todos e vejam essa maravilha de remédio! Calos nunca mais!”
E o povo foi chegando pra ver o que se tratava. Esse rapaz solicitou alguém que tivesse calo e quisesse fazer experiência!
Um rapaz tirou se sapatão, colocou o pé em cima do banquinho e o milagrosos remédio foi pingado sobre o dedinho. De imediato o pequeno calo parecia um ramo de couve-flor! Então, com uma pequena tesourinha arrancou a tampa do calo! Os presentes ficaram maravilhados.
O “podólogo de arque” exibia o salto extraído de um calcanhar caloso, mostrando quão eficiente era esse remédio! Esse calo extraído de um calcanhar mais parecia um queijo mineiro dos antigos, casca grossa, raspado por dentro.
(A foto abaixo, (daqueles tempos) é somente para ilustrar o texto, uma vez a grande maioria das pessoas gostam de fotos e dificilmente leem textos).

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