por Sérgio Quintella
Salomão Ésper, nomes histórico do Rádio brasileiro, morreu no dia 16 de março de 2025, aos 95 anos, em São Paulo.
O português sempre corretíssimo de Salomão Ésper era uma das características desse jornalista de voz grossa, firme. Ele nasceu em Santa Rita do Passa Quatro-SP, no dia 26 de outubro de 1929.
Quando menino, ouvia rádio em uma padaria perto de sua casa e certamente não imaginava que seguiria uma carreira vitoriosa, cuja dedicação ao Grupo Bandeirantes de Comunicação somou mais de cinco décadas.
Jornalista, advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco, amante e produtor de poemas, sonetos e poesias, Salomão Ésper era viúvo, pai de três filhos e avô de três netos. Ele vivia em uma confortável casa no bairro da Aclimação, em São Paulo, juntamente com a funcionária Nelci e seu cachorro Tobby, um maltez que era a alegria de todos. Aliás, a casa vivia cheia. E quem ia lá prestar algum serviço nunca saía de barriga vazia, já que um dos hobbies de Salomão era visitar a feira e o “sacolão” locais. Com o carro cheio de compras, sobrava para a querida Nelci fazer doces, bolos, compotas e tortas para todo mundo que ia lá.
Aqui em São Paulo, Salomão começou na Rádio Cruzeiro do Sul, em 1948. Quatro anos depois foi para Rádio América, que pertencia ao Grupo Bandeirantes, empresa da qual ocupou o cargo de superintendente por muitos anos. Desde 1978 ele está, juntamente com José Paulo de Andrade, à frente do Jornal da Bandeirantes Gente, da Rádio Bandeirantes AM 840 – FM 90,9 – o sucessor de “O Trabuco”, do saudoso Vicente Leporace, falecido em abril do mesmo ano.
Quando Leporace morreu, Salomão, Zé Paulo e Joelmir Beting foram incumbidos pela direção da Bandeirantes de apresentar um novo programa, uma tarefa de muita responsabilidade. E graças à competência do trio, a missão de manter a audiência das 8 da manhã, de segunda a sábado, numa das principais rádios do Brasil, foi bem sucedida. Em 2007, depois de anos de ausência, Joelmir Beting voltou aos microfones da emissora.
Salomão relutou, mas se rendeu à modernidade e aprendeu a usar o computador. Graças a este que vos escreve, o brilhante jornalista passou a acessar e-mail e a navegar pela internet. Ou seja, eu fui professor do mestre. Que honra a minha!
PARTICIPAÇÃO NO CAPÍTULO FINAL DA NOVELA “O PROFETA”, PELA TV TUPI
Salomão Ésper teve uma participação no último capítulo da novela “O Profeta”, exibida pela extinta TV Tupi entre outubro de 1977 e abril de 1978, um sucesso estrondoso de audiência na ocasião, de autoria da Ivani Ribeiro (1922 – 1995).
Salomão Ésper, ao lado de Alexandre Kadunk (1932 – 1989), fez o papel de um jornalista durante uma entrevista com o personagem principal, vivido pelo saudoso Carlos Augusto Strazzer (1946 – 1993), que interpretava Daniel, o Profeta.







