Senado deverá ter maior bancada feminina da história em 2027

Doze mulheres foram eleitas; nova composição reúne representantes da oposição, da esquerda e do centro

O Senado deverá contar com a maior bancada feminina de sua história a partir de fevereiro de 2027. Com 12 mulheres eleitas em outubro e seis senadoras com mandatos em andamento, a previsão é de 18 representantes, equivalentes a 22,2% das 81 cadeiras. O número supera o recorde de 16 mulheres simultaneamente em exercício, registrado em 2026.

Entre as novas eleitas, a oposição ao governo Lula terá nomes como Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL do Distrito Federal, e Carol de Toni, do PL de Santa Catarina. Também conquistaram vagas Mara Rocha (Republicanos-AC), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP) e Gracinha Caiado (União-GO). Segundo a classificação ideológica utilizada pela Folha de S.Paulo, essas sete parlamentares pertencem a partidos de direita.

No campo governista, o PT elegeu Marília Campos, por Minas Gerais, e Samanda de Lula, pelo Rio Grande do Norte. O grupo de eleitas de esquerda inclui ainda Marília Arraes (PDT-PE) e Luizianne (Rede-CE). Já Teresa Surita (MDB-RR) integra o partido classificado como de centro. A divisão ideológica não significa, necessariamente, alinhamento uniforme ao governo em todas as votações.

O Distrito Federal também terá um marco: Michelle e Bia se juntarão a Damares Alves (Republicanos), formando uma bancada inteiramente feminina. Apesar do crescimento nacional, as mulheres ainda ocuparão menos de um quarto das vagas do Senado.Fontes: Agência Senado e Folha de S.Paulo.

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